a vida já não tem o mesmo sentido, sinto como se não tivesse mais chão
o menino dorme...
ele está em boas mãos
a noite é convidativa...nada morre...só se esconde pelas ruas
me torno algo que desconheço
vejo e sinto...o tempo não mais existe como antes
fria, uma de minhas mãos acalenta meu corpo e pensamento sós
espero só por algo que ainda não sei bem o que é
vejo outras cores num dia e numa noite
o lugar é meu
o mundo é meu
mas ao mesmo tempo nada
nada tenho, tudo o que sou nada é
creio que este é o verdadeiro sentimento da vida
a vida
tão crua e límpida que cega meus olhos como nunca antes cegou
ou talves antes não havia tido a chance ou o tempo de enxergá-la
até minhas mãos me são estranhas
tudo
nada
motivos, já nao sei mais
o que sou e o que pretendo também
coloco-me em questões, tantas que já não sei mais em qual pensar em responder
oh, bela noite essa
a menina dorme
já não sabe aonde vai
a vida esquenta, o clima também
e a cidade continua a mesma
no eterno vão de seu ser, pois ainda é um ser
não existe um aqui
o soar da noite pode parecer ensurdecedor
seus belos e assustadores ruídos
as ruas resplandecem
as praças ganham seu tom
as pessoas caminham pelas ruas sem saber o que as espera
pensando em um dia ser alguém
mas no fundo sabem
que são nada,
insignificantes
também sabem que podem alcançar a tudo
mas não conseguem perceber o que este realmente o é
surda
a mente cala
saber é simplesmente estarrecedor
o que a mente fala não faz sentido
com quem ela fala?
ela lhe dá ordens
e não podes deixar de cumpri-las
a punição
do que?
do seu não cumprimento
o sono se vai
o que se tem controle já não é suficiente
simplesmente acontece
muito suscinto e voraz
como se tomasse um forte tônico que o fizesse ser e agir como não é
ou ainda como realmente é
pergunto ainda: - pra que serve tudo isso?
nunca terei a resposta
quando ela me levar penso que nem assim saberei
e também já não percebo razão para tal conhecimento
de que serve a ajuda?
pra quem se destina?
a si ou ao outro?
vejo mas não enxergo
sinto mas não compreendo
me prendo mas solto minhas amarras
as estrelas me sustentam
como se fosse uma marionete a receber suas ordens
estas são símbolos de algo que desconheço
como a face das trevas que só se fazem trevas por não haver luz
a luz faz das mesmas cativantes
a noite novamente convida
as belas e escuras ruínas fazem de tudo especial
queria eu penetrar no fundo da escuridão e descobrir seus segredos
minha expressão nada significa
minhas idéias se esvaem
simples assim
tão cruel e tão provocante
pra quem é tudo isso?
meu olhar fixa-se em coisas como se fossem fantásticas
e quando estou a me admrar
tudo passa e a realidade que crio me mostra outras coisas
respiro profundamente
sinto meus cabelos caírem sobre mim como se me acariciassem
a quem quero impressionar?
o saber do nada assusta
ele nos faz perceber aquilo que não queremos
a solidão em meio às pessoas
espio à janela
e nada vejo
só ruídos e ruídos
quem me fez a não ser eu mesma?
ahhh as questões...
tantas...
não tenho mais palavras tudo se transforma
a beleza tem outro sentido
discorre em novas vias nunca antes pensadas
as janelas
a matéria
tudo
nada
já não sei mais...
Graziela Susin
Heeeh,
ResponderExcluirBem como mostra a nossa história: ... Os filhos vão estudar na Europa...lembrando o Romantismo (1836)(folhetins) em que há suspiros poéticos e saudades, sonhos, fantasia, imaginação, Subjetivismo(EU), individualismo, com liberdade de expressão, criação, nacionalismo(falar do Brasil), inaltecem a brasilidade, exaltação da nossa terra...("minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá", Gonçalves Dias).
BeijOo minha poeta
Fica em Deus!